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Apresentação

GUIA WEB

Versão Beta Outubro de 2005

Elaboração: GT-WEB Redação: Caco Xavier, Pedro Sloboda, Carla Sena, Érica Loureiro

Integrantes do GT-WEB Paulo Barata e Caco Xavier (VPEIC) Sérgio Portella, Umberto Trigueiros, Rodrigo Ferrari, Pedro Sloboda, Carla Sena, Fernando Proença, Marcelo Rabaço, Michele Nacif (CICT) Martin Anderson (Rede Fiocruz) Paulo Elian (COC – Sub-Câmara de Informação) Wagner Oliveira (CCS – Sub-Câmara de Comunicação) Rômulo Floriano (DIPLAN – Sub-Câmara de Informática)


Considerações iniciais

- Este Guia deve ser sintético, redigido em linguagem simples.
- Deve ser editado segundo a expectativa de sua utilidade na construção e reestruturação dos sítios das Unidades da Fiocruz.
- Deve ser acrescido, sempre que necessário, de ilustrações, esquemas e exemplos para que os conceitos sejam bem compreendidos e apropriados.




Introdução - uma Cultura Web na Fiocruz

Diante da necessidade da criação e ampliação de uma ‘cultura da web’ dentro da Fiocruz, O GT-Web, de julho de 2005, salientou a urgência das unidades em manter páginas de bom nível, visto a importância da Internet como canal de divulgação de informações. O que chamamos de ‘cultura web’ tem origem numa expressão muito utilizada atualmente, relacionada à forma com que as organizações, instituições e profissionais se relacionam entre si e com o mundo externo, por meio das ferramentas, instrumentos e meios disponíveis na Internet. Criar e ampliar uma cultura web significa expandir o acesso a esse modo de comunicação como hábito regular e eficaz, proporcionando tanto aos gestores e trabalhadores da Fiocruz quanto à população em geral mais e melhores maneiras de produzir, adquirir e circular informações sobre os objetos de nossas pesquisas e práticas, gerando fluxos constantes de comunicação internos e externos.

Este Guia Web, formulado no GT-Web, reúne diretrizes e normas para design, conteúdo, fluxo de informações e navegabilidade de maneira a propor uma profissionalização da Internet na Fiocruz.

É importante salientar que o caráter deste Guia não é essencialmente ‘normativo’, mas indicativo e orientador. O documento abriga três qualidades de indicações básicas: as mais rígidas são normas e regras derivadas de diretrizes governamentais e institucionais; as ‘maleáveis’, baseadas em princípios estabelecidos por pesquisas e estudos da área; e, por fim, as ‘sugestões e orientações’, que foram baseadas na experiência das práticas profissionais.

O Guia Web é construído, em sua maior parte, segundo a seguinte estrutura, identificada pelos subtítulos que aparecerão nos capítulos, entre parênteses:

1. Princípios gerais sobre os quais a Internet se baseia ou deve se basear (‘Alguns Princípios’).

2. Orientações e sugestões de como agir e elaborar a Internet (‘Algumas Sugestões’).

3. Ações que devem ser evitadas no uso da Internet (‘Evitar’).




Breve histórico da Internet

O termo Internet foi cunhado com base na expressão inglesa 'INTERaction ou INTERconnection between computers NETworks'. A Internet é a rede das redes, o conjunto de centenas de computadores conectados em diversos países de todos os continentes, compartilhando informação e também recursos computacionais. Empregam, para essas conexões, diversas tecnologias: linhas telefônicas comuns, linhas de transmissão de dados dedicados, satélites, rádio, cabos de fibra ótica, etc. Nenhum governo, empresa ou instituição controla a rede mundial. Os padrões e normas da Internet foram e são estabelecidos pela própria comunidade.

Em 1991, a grande novidade da Internet foi a invenção da World Wide Web, concebida num dos mais importantes centros de pesquisa avançada em física nuclear, localizado em Genebra, na Suíca. A Web é provavelmente a parte mais importante da Internet, sendo a única parte que a grande maioria das pessoas utiliza, a tal ponto de ter se tornado sinônimo mesmo da Internet.

A Web é fundamentalmente um modo de organização da informação e dos arquivos na rede, baseado no modelo cliente-servidor, tendo como principais padrões o protocolo de comunicação HTTP, a linguagem de descrição de páginas HTML e o método de identificação de recursos URL (listar essas e outras terminologias para o glossário!)

A Internet é uma ferramenta de comunicação bastante diferente dos meios de comunicação tradicionais, como a televisão, o rádio, o cinema e o jornal. Os cinco aspectos principais que a diferenciam são:

1. Não-linearidade – A informação na Internet é não-linear, permitindo que o usuário se movimente pelas estruturas de informação de um sítio sem uma seqüência pré-determinada, saltando entre os vários tipos de dados que necessita.

2. Instantaneidade – A Internet tem possibilidade de transmitir dados, em todas as direções, instantaneamente ('em tempo real'), seja em forma de texto, som, imagem estática ou em movimento, de qualquer parte a qualquer parte do mundo ('espaço total').

3. Baixos custos de produção e veiculação – Em relação a mídias como televisão e impressos, por exemplo, o custo de produção e circulação de informação na Internet é baixo. Depois dos investimentos iniciais em hardware e software, as despesas são mínimas.

4. Interatividade – O usuário da Internet tem ampla possibilidade de selecionar as informações ou os ambientes desejados através de diversos instrumentos à sua disposição.

5. Acessibilidade – Um sítio Web está disponível ao acesso dos usuários 24 horas por dia, 365 dias por ano. Um sítio não é limitado por restrições de suporte. Nele, cabem, ao acesso do usuário, os maiores bancos de dados como, por exemplo, o catálogo e obras da biblioteca do Congresso norte-americano.



A Internet na Fiocruz

(acrescentar histórico???)

Inicialmente, é preciso dizer que não cabe a nenhuma instância central na Fiocruz qualquer ingerência nos processos de produção de informação e conhecimento das Unidades. No entanto, toda produção a editorial da Fiocruz, em qualquer mídia, está sujeita aos princípios traçados na Política Editorial do Ministério da Saúde, publicada em setembro de 2004 . Veja o texto integral, no sítio http://dtr2001.saude.gov.br/editora/portaria1958.htm.

O GT-Web, reunindo alguns documentos produzidos por grupos e profissionais que lidam ou lidaram com o ambiente Web na Fiocruz, elaborou um diagnóstico desse ambiente, tanto do Portal como dos sítios das Unidades. Foram apontados os seguintes problemas no ambiente Web da Fiocruz:

- Desnível de conteúdo, navegabilidade e acessibilidade dos sítios das diversas unidades.

- Os sítios das unidades ainda apresentam um nível ‘cru’ de entendimento e gestão de informação, principalmente para o público externo.

- A qualidade de informações entre as várias unidades técnicas da Fiocruz é altamente variável, segundo conclusões do GT-Web. Há unidades que têm páginas com boa qualidade e outras que ainda apresentam deficiência de informações, principalmente em relação aos seus departamentos, serviços de assistência e linhas de pesquisa. A maioria das páginas não é funcional, ou seja, ainda está 'em construção' ou não é encontrada.

- Os conteúdos das páginas costumam ser meramente descritivos, com linguagem de relatório, em vez de disponibilizar a informação produzida, o conhecimento consolidado ou orientar o público sobre os serviços oferecidos e como utilizá-los. Em grande parte das páginas das unidades técnicas, informações básicas como nomes dos diretores e endereço da instituição não estão disponíveis. Também no aspecto gráfico existe grande variação de qualidade entre as páginas das várias unidades técnicas.

- A grande maioria dos sítios é atualizada sem periodicidade definida.

- Os responsáveis pelos sítios não costumam monitorar a quantidade e o perfil do público que visita suas páginas, o que torna impossível avaliar a sua eficácia comunicativa em relação ao público-alvo.

- Apesar da quantidade e qualidade do conhecimento produzido pela Fiocruz, observa-se uma subutilização da infra-estrutura de informática e de rede disponível; apenas uma pequena parte está em bases de dados (a maioria sem interface web) e a digitalização do acervo é mínima.

- Mesmo com um Portal no ar, exercendo a função de catalizador e porta de entrada para o ambiente web da Fiocruz, nota-se que a instituição ainda não possui um ambiente integrado, mas um conjunto de sítios formados pelos cerca de 20 servidores que hospedam as páginas das diretorias, unidades, departamentos, programas. Ainda que a tecnologia do Portal possa vir a se tornar um elemento integrador, não há ainda um aparato de software sendo utilizado por todas as unidades para gerenciar o conjunto de informações e páginas Web produzidas e veiculadas por todos os setores da Fiocruz.

- A desigualdade de utilização da infra-estrutura pelas unidades da fiocruz indica a necessidade de uma política abrangente de disseminação de uma ‘cultura de rede’ na instituição, em todos os seus níveis decisórios.


Este Guia Web tem por base principal os seguintes documentos de referência e bibliografia:

AGUIAR, Sonia e GOES, Sérgio. Portal Fiocruz – Relatório Final da Avaliação Diagnóstica e Recomendações. Rio de Janeiro: Dezembro de 2001.

GÓES, Sérgio. Portal Fiocruz – Relatório Final. Rio de Janeiro: Setembro de 2002.

BARATA, Paulo. Avaliação da Situação Atual do Sítio da Fiocruz na Internet e algumas sugestões para modificações. Rio de Janeiro: Maio de 2005

Vários autores. Regras e Diretrizes para o Portal e Sítios da Fiocruz – Equipes do Portal Fiocruz e sítio CICT. Rio de Janeiro: Julho de 2005.

NIELSEN, Jakob. Projetando Websites. Rio de Janeiro, Editoras Campus, 2000.

PINHO, J.B. Jornalismo na Internet. São Paulo, Summus Editorial, 2003.

Resolução no. 7 (que Ministério? Presidência? Secom?), que estabelece regras e diretrizes para os sítios na Internet da Administração Pública Federal – Julho de 2002




Cinco perguntas que fundamentam uma estratégia de comunicação

O planejamento, a concepção e a formulação de qualquer produto ou projeto de comunicação dependem das respostas adequadas a cinco perguntas imprescindíveis e fundamentais. Essas perguntas estão, aqui, ‘adaptadas’ ao ambiente Web e ao planejamento de um website.

1. Para que o sítio é construído? Quais são os objetivos da comunicação? O que se deseja/precisa comunicar?

Essa pergunta tem a função de aclarar, para a própria Instituição, Unidade ou setor, qual é o objetivo principal de se colocar um sítio no ar. Embora a pergunta pareça um tanto óbvia, quando somos confrontados com ela percebemos, quase sempre, como ainda estamos longe de ter uma resposta clara, pronta e inequívoca. Quanto mais claramente tivermos definidos a missão e o escopo de nossas atividades, mais facilmente poderemos responder aos objetivos da comunicação.

2. Para quem o sítio é construído? Quem são os públicos usuários? Quem se beneficiará, se apropriará e utilizará as informações?

Outra pergunta que parece óbvia, mas que, no final, torna-se a questão que pode definir o sucesso ou insucesso de uma estratégia de comunicação. A ‘eleição’ (ou a identificação) do público ‘errado’ pode colocar por água abaixo um planejamento correto, criativo e rico, mas que não atinge e não se relaciona com o público específico que temos em mente e que tem necessidade dessa atividade comunicativa.

Exemplo prático: Pesquisas internas realizadas por ocasião das primeiras discussões acerca do Portal Fiocruz, em 2001, revelaram, entre desenvolvedores/editores de sítios da Fiocruz, uma tendência claramente endógena nas opções indicadas como públicos-alvo preferenciais desses sítios:

82% - pesquisadores da Fiocruz 70% - pesquisadores externos 65% - profissionais de saúde/público em geral 60% - pós-graduandos 53% - funcionários da Fiocruz / universitários da biomédica 47% - estudantes do ensino médio / jornalistas 41% - estudantes do ensino fundamental 17% - fornecedores de produtos e serviços

Fica, para nós, uma questão: “Será que a resposta a essa pergunta, hoje, ainda é a mesma? Será que o público do Portal Fiocruz e dos sítios da maioria das Unidades é mesmo composto em grande parcela por pesquisadores?”

3. O que deve ser publicado? Qual é o conteúdo imprescindível e principal do sítio? E que outras informações podem ser veiculadas sem prejuízo das leituras principais e do foco adotado?

Essa pergunta relaciona-se à eficácia do sítio na captação das atenções dos usuários e na resolução de suas necessidades de informação. Uma resposta adequada a ela implica, também, em economia de esforços, objetividade e leveza.

4. Como deve ser publicado? De que modo? Quais são os melhores formatos (mais adequados) à publicação das informações selecionadas para esses públicos principais?

Há, no ambiente web, diversas e variadas ferramentas e modos de apresentação de conteúdos. A resposta a essa pergunta terá impacto tanto na boa navegação, quanto na ‘aceitação’, por parte do usuário, dos conteúdos do sítio.

5. Qual é o nível de interação desejado? De que modo tais públicos usuários desejam/necessitam se relacionar com a Fiocruz por meio do sítio? Como responder a essa necessidade?

Esta é uma nova questão, que ganha maior relevância com o advento da Internet, já que a interatividade é uma de suas marcas mais características. Não devemos nos perguntar, portanto, se desejamos interação com o usuário, porque pressupõe-se que isto já esteja dado, pela própria escolha da mídia Web. A pergunta pelo nível desejado implica a eleição de ferramentas que colocaremos à disposição do usuário, e está intimamente ligada à nossa capacidade de responder às demandas que certamente virão, a partir das solicitações do público.


Segundo os documentos preliminares do Portal, os projetos Web na Fiocruz têm, de uma maneira geral, três objetivos:

1. Dar conta da abrangência de atividades da Fiocruz, com possibilidade de oferecer, pela integração de informações, uma visão de conjunto dos domínios de conhecimento e atuação da Fiocruz. Nesse caso, é preciso enfatizar a essência das unidades, mostrando informações básicas sobre serviços, produtos e atividades.

2. Difundir o conhecimento produzido na Fiocruz.

3. Facilitar a busca de informações em Saúde, de um modo geral.

O conteúdo das informações segmenta-se prioritariamente em quatro campos:

1. Comunicação científica – entre pares, no processo de produção de conhecimento.

2. Divulgação científica – para diferentes públicos em situação de ensino e pesquisa.

3. Comunicação para a saúde – informações filtradas e processadas para públicos leigos.

4. Comunicação institucional interna e externa.

Por fim, é necessário lembrar que a utilização preferencial de tecnologia não proprietária e/ou de código aberto representa economia ao poder público e permite o desenvolvimento de tecnologia no país, e faz parte da política institucional do governo brasileiro e também da Fiocruz.




Usabilidade - Concepção, desenvolvimento e atualização de um sítio na Web

O principal critério para concepção, desenvolvimento e atualização de um sítio na Web é a Usabilidade.

Usabilidade (Usability) é um conceito que traça medidas de Utilidade, Facilidade de Uso e Apreciação de um sítio, e relaciona-se com as técnicas e processos que ajudam o usuário a realizar tarefas em um ambiente Web. Eleger esse conceito como critério principal para a construção e reestruturação de sítios na Fiocruz significa privilegiar o usuário na sua utilização, apropriação e interação.

A Usabilidade é determinada, em grande parte, pela combinação adequada entre a arquitetura da informação (a estrutura lógica) e a interface (significado visual). Define-se a usabilidade de um sítio (ou de um sistema ou ferramenta) a partir de medidas de sua utilidade, facilidade de uso, facilidade de aprendizagem e apreciação.

Existem quatro regras gerais em relação à Usabilidade de um sítio:

1. Na Internet, o usuário é quem manda, por isso é preciso cuidar para que ele encontre o que busca.

2. Na Internet, a qualidade se baseia em rapidez e confiabilidade, por isso a página deve ser mais direta e mais rápida do que bonita, mais confiável do que moderna, mais simples do que complexa.

3. Na Internet, a segurança é uma questão importante, por isso é preciso fazer com que tudo funcione muito bem para que o usuário possa confiar no sítio.

4. Na Internet, bom conteúdo é aquele que é confiável (informações seguras e exatas), bem organizado (conclusões no início, informações mais importantes no topo), bem apresentado (bem escrito, sintético, em tópicos claros).


Alguns princípios

Seguir as determinações da Lei de Acessibilidade nº 10.098, segundo alguns aspectos ergonômicos, de usabilidade e acessibilidade básicos.

O conteúdo deve ser estruturado de modo a privilegiar a prestação de serviço ao usuário. No caso da Fiocruz e de suas Unidades, os sítios devem apresentar os principais serviços, produtos e atividades realizadas pela unidade ou setor. Nas descrições de serviços e produtos, deve-se informar o modo de solicitação ou aquisição.

Para que um sítio dê apoio à navegação, é necessário projetá-lo de forma que o usuário compreenda a sua estrutura informacional.

Qualquer sítio deve ser projetado para usuários com diferentes níveis de experiência, quer sejam pesquisadores, profissionais de saúde, estudantes ou público leigo.

O usuário deve comandar o encadeamento e a realização das ações.

O sistema deve informar e conduzir os usuários durante a interação.

O sistema deve fornecer feedback imediato e de qualidade às ações do usuário.


Algumas sugestões

As páginas devem apresentar os conteúdos com clareza, simplicidade, objetividade, organicidade, atualidade e veracidade.

Os códigos e denominações devem ser claros e significativos para os usuários.

A distribuição espacial dos itens nas telas deve auxiliar os usuários na compreensão dos conteúdos e nas possibilidades de navegação e interação.

Os formatos dos itens devem ser capazes de transmitir associações e diferenças.

O conteúdo deve ser conciso, mas sempre dimensionando adequadamente os códigos, diálogos e termos apresentados.

O sistema deve apresentar mensagens de erro compreensíveis, e proporcionar facilidade de correção de erros por parte do usuário.

A Fiocruz e suas unidades devem manter suas páginas sempre atualizadas, não só em relação a notícias atuais, mas principalmente às informações de base colocadas nas páginas – lista de publicações, linhas de pesquisa, informações sobre cursos, páginas para novos produtos e setores criados.


Evitar

Utilização de ferramentas de difícil compreensão e aprendizagem por parte do usuário.

Acúmulo de informações ou ferramentas que não tenham utilidade ou que não sejam significativas para o público usuário do sítio específico.

Uso de termos técnicos, siglas ou linguagem que causem ‘ruído’ ao usuário e perturbem a navegação e a compreensão das ferramentas do sítio.

Manter páginas desatualizadas ou com informações incompletas ou equivocadas.

Permitir mensagens de erro ‘padrão’ dos sistemas operacionais, ou complexas.



Cinco qualidades

A partir do conceito de Usabilidade, as análises e orientações sobre a construção de um sítio segmentam-se em cinco ‘qualidades’ principais:

1. Identidade e Acessibilidade (ou Acesso)

A ‘Identidade’ diz respeito à ‘marca’ do sítio, aquilo que faz com que o usuário tanto identifique o produtor das informações quanto o próprio sítio, enquanto navega. ‘Acessibilidade’ ou Acesso diz respeito à rapidez, eficácia e segurança com que o usuário acessa o sítio, aí implicados vários fatores como: questões técnicas referentes ao provedor e servidores, utilização de linguagens e ferramentas e planejamento de acesso igual por meio de todos os browsers em uso e resoluções de monitor.

2. Arquitetura de Informações

É o que mais diretamente ‘defende os interesses’ do usuário que navega pelo conteúdo, para que este possa encontrar o que procura rapidamente, percorrer os caminhos da informação tendo sempre um ‘mapa’ do caminho e localizando-se facilmente no interior do sítio. Diz respeito à organização interna das informações, o que incide diretamente na forma mais ou menos eficaz e agradável de o usuário navegar, localizar-se na estrutura do sítio e localizar as informações necessárias.

3. Adequação de Conteúdo

Diz respeito às escolhas acerca das informações que estarão disponíveis no sítio, à edição desse material, à redação dos conteúdos e adequação à mídia web, bem como à edição e uso de imagens, sons, videos, etc. Todo o conteúdo do sítio deve estar adequado ao formato da web, para facilitar sua leitura, compreensão e apropriação por parte do usuário.

4. Design

É a transposição dos objetivos do sítio para o plano visual. Tem relação com a boa apresentação do conteúdo do sítio e sua organização espacial: escolha e tratamento de fontes, imagens, paleta de cores, organização de espaços, legibilidade, estética, etc.

5. Interatividade

Diz respeito às ferramentas e processos disponíveis para viabilizar a participação dos usuários e interação com a Fiocruz por meio do ambiente Web: Fale Conosco, formulários, fóruns, enquetes, chats, etc. Diz respeito ainda à resposta às demandas encaminhadas pelos usuários, isto é, a uma estrutura interna (de pessoas, fluxos e competências) capaz de responder satisfatoriamente ao usuário.

Cada um desses tópicos é objeto de um capítulo específico, a seguir, onde serão aprofundados seus conceitos e práticas.




Identidade e Acesso - A ‘marca’ Fiocruz, para todos

Neste capítulo, encontramos noções básicas de planejamento de um sítio em relação a esse tópico, visando principalmente à integração da ‘marca’ Fiocruz em todos os sítios das Unidades e à facilitação do acesso pelos usuários.


Identidade

É percebida por meio de elementos que não só permitem reconhecer a sua origem (empresa, editor), mas deixam claro ao visitante que ele está em seu sítio, não importando o ponto em que ele se encontra no momento. Propicia, ainda, que se reconheça, mesmo em sítios diferentes da mesma organização, as 'marcas' gerais e peculiares dessa organização, o que dá uma sensação de unidade e pertencimento.


Alguns princípios

Com objetivo de criar uma identidade visual, todas as páginas do Portal Fiocruz deverão ser construídas seguindo o padrão ‘look-and-feel’, já estabelecido em manual próprio. Para isso, além de atender inicialmente a preceitos de arquitetura legal das informações, as páginas deverão ser padronizadas quanto aos quesitos de usabilidade e navegação.

O conteúdo do Portal e dos demais sítios da Fiocruz independe de sua aparência, devendo os dois aspectos ser considerados separadamente. Para se orientar em relação à forma mais adequada de dispor as informações, deve-se recorrer a folhas de estilo.

É obrigatória a inserção da barra do Portal Fiocruz em todos os sítios, assim como é obrigatória a inserção, acima da barra do Portal, da barra do Ministério da Saúde.

Ainda na direção de criar uma identidade, os domínios também deverão ser alinhados. Portanto, o acesso aos sítios será realizado das seguintes maneiras:

Ou por meio do Portal Fiocruz (www.fiocruz.br); ou pela estrutura: www.fiocruz.br/nome ou sigla (a definir).

Para evitar que se faça uso indevido dos demais domínios que já estão sendo utilizados, eles podem ser mantidos, mediante redirecionamento.


Algumas sugestões

No momento de planejar ou reestruturar um sítio no ambiente web Fiocruz, é aconselhável que os desenvolvedores/editores entrem em contato com as equipes do Portal Fiocruz, para que juntos possam pensar a identidade desse sítio, sempre dentro das normas legais e segundo a estética/arquitetura assumida pela Fiocruz.

Ter em mente, de maneira bem clara, qual é a 'marca' do sítio a ser construído, de forma que expresse as particularidades e práticas da Unidade, sem descuidar da identidade com a Fiocruz.


Evitar

Simplesmente 'copiar' boas soluções externas, mas que não refletem a Fiocruz ou suas Unidades.

'Partir do zero' a cada planejamento, construção ou reestruturação de sítios no ambiente Fiocruz, desconhecendo o que já existe, tanto em termos de normas e diálogos construídos nos diversos fóruns sobre esse assunto, quanto em termos das práticas institucionais (sítios já no ar).




Acesso

Todo sítio na Internet, assim como o material nele publicado, deve ser planejado de modo a ser acessível ao maior número possível de usuários, e da maneira mais abrangente. Escolhas acerca de instrumentos de navegação, de desenvolvimento e de design são essenciais para que, ao invés de impedir ou restringir o acesso dos usuários ao material, ao contrário, o facilitem o máximo.


Alguns princípios

Para que um maior número de usuários possa acessar de forma adequada o conteúdo dos sítios, as páginas devem ‘abrir’ corretamente em todos os programas navegadores. Em geral, não há problemas quando o navegador utilizado é o Microsoft Internet Explorer, o de uso mais difundido. O mesmo não acontece em outros navegadores, como o Mozilla Firefox, navegador gratuito já testado e que tem sido amplamente utilizado pelos usuários bem informados sobre os rumos da informática (principalmente os que fazem uso do sistema operacional Linux).

As páginas devem ser configuradas de forma a garantir que os programas navegadores abram em estado básico, sem recursos acessórios.

Todas as páginas dos sítios da Fiocruz, assim como o Portal, devem ser validadas pelo World Wide Web Consortium (W3C - http://www.w3.org). Além disso, cada sítio que alcançar tal padrão deve sinalizar isso em sua página principal.

Com medidas simples, é possível garantir que páginas mais importantes possam ser acessadas por pessoas portadoras de deficiências visuais. Utilizar sempre <title/alt=””> e, onde for possível, trocar uma imagem por um texto.

A preocupação com a organização lógica do material é tão importante quanto a correção técnica (boas técnicas de programação) para que uma página tenha uma boa navegação, que facilite ao usuário percorrer várias páginas em seqüência, encontrando rapidamente a informação desejada.

As atividades da Fiocruz têm se tornado, em termos internacionais, cada vez maiores e mais freqüentes. Reconhecendo a importância dessa tendência, é necessário que as unidades façam um esforço para manter um núcleo de páginas (com informações básicas e endereços) em inglês e espanhol, ao menos. Feito isso, a indicação da possibilidade de informações em outros idiomas deve estar indicada nas páginas iniciais da Fiocruz e unidades.


Algumas sugestões

Antes de publicar e durante o desenvolvimento de uma página na web, realizar testes em vários navegadores além do Internet Explorer, tais como: Firefox, Mozilla, Netscape e Opera, assim como em pelo menos duas resoluções: 800x600 e 1024x768; e também em outros ambientes que não sejam Windows (Linux e Macintosh). Isso garantirá que a página será corretamente acessada pelos usuários, independentemente da resolução de monitor ou navegadores utilizados.

Construir as páginas de modo que sempre fiquem bem leves, favorecendo o acesso por computadores com conexão via modem, que são maioria no Brasil e na América Latina.

Caso o sítio esteja fora do ar por questões de manutenção regular nos sistemas de computação, colocar no ar uma página única informando o usuário de que 'as páginas estão em manutenção', para que ele não perca seu tempo percorrendo o sítio em busca de informações que não estarão disponíveis.

Caso o tráfego se exceda, propõe-se que a página inicial do Portal e dos demais sítios ‘dinâmicos’ das Unidades sejam acessíveis através de um HTML estático, sem requisição direta do usuário ao servidor. Para isso, é preciso gerar automaticamente uma página HTML com as informações retiradas dos bancos de dados.

Quando for disponibilizar textos para download, estes devem estar nos formatos PDF, TXT ou RTF, com respectivo tamanho em KB ao lado, para que, dessa forma, o usuário possa se orientar e ter uma noção mais clara de quanto tempo o download levará para ser concluído.

Estudos mostram que após 10 segundos de download, o usuário perde o interesse. A ISO 9241 recomenda arquivos de imagens menores de 100K. Para que o usuário não se aborreça com a demora no carregamento das páginas, recomendamos que cada uma das imagens não ultrapasse 15 KB.

A diagramação dos sítios deve ser feita de forma que somente a barra de rolagem horizontal fique visível, e caso necessário, em configurações de vídeo inferiores a 800 x 600 pixels.


Evitar

Estar antenado com as novas tecnologias é positivo, desde que seu uso não dificulte o acesso de navegadores não tão atualizados. Informações essenciais não podem depender de plug-ins (Flash, por exemplo). No caso de uso de uma nova tecnologia na construção das páginas, disponibilizar no sítio versão alternativa compatível com programas de uso consagrado.

Modismos gráficos dificultam uma navegação fluida, às vezes obrigando o usuário a uma escolha entre páginas apenas em HTML ou páginas que usem Flash. Esta escolha poderia não ser necessária se as páginas fossem todas configuradas para abrir independentemente dos recursos acessórios disponíveis no navegador.

Nenhuma informação essencial deve estar acessível apenas através de Flash, especialmente menus, sob o risco de não ser visualizada pelo usuário.

Utilizar o mínimo possível editores de HTML do tipo WYSIWYG (what you see is what you get), pois geralmente eles ‘sujam’ o código. Sugerimos o uso do Notepad++ ou TextPad, ambos gratuitos e disponíveis para download.

Evitar página que obriga o usuário a reconfigurar a resolução do seu monitor de vídeo para ser utilizada. As páginas devem ser desenvolvidas para abrir corretamente em diferentes resoluções.

Evitar o uso de pop-ups (pequenas janelas que abrem por cima do navegador) devido à imprevisibilidade do uso desse recurso, que pode não atingir seu objetivo por diversos motivos, tais como: caso haja outras janelas maximizadas, o usuário pode não perceber que um pop-up foi aberto; a tendência na Internet é de desabilitar pop-ups; e novos navegadores e sistemas operacionais trazem bloqueadores para estas janelas.

Evitar qualquer elemento que pareça um anúncio, assim como os locais e formatos típicos, animações exageradas e pop-ups, para não confundir o usuário quanto ao teor da informação.

Evitar a utilização de recursos gráficos que impossibilitem a impressão integral dos textos e imagens (coloridas ou monocromáticas). O Portal oferece o aplicativo ‘Versão para impressão’.

Evitar o uso frames, que dificultam o bookmark/favoritos, mesmo havendo navegadores que tenham evoluído e lidem melhor com o problema.

Evitar utilizar testemunhas de conexão de caráter permanente (cookies) sem que haja a concordância prévia do usuário.



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