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Colabora Manifesto

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Manifestos da chapa Colabora

Primeiro Manifesto

Manifesto Contra a Apatia -- divulgado em ??

"Apatia é a falta de emoção, motivação ou entusiasmo. Apatia é o termo psicológico para um estado de indiferença — em que um indivíduo não responde a aspectos da vida emocional, social e física." da Wikipédia (en.wikipedia.org)

A tradicional Escola Politécnica, com seus 113 anos de história, parece imutável na visão de muitos estudantes. No entanto, nós, como estudantes de uma carreira que não é exata – esperamos não surpreendê-los – tendemos a estar familiarizados com os conceitos de que nada é estático, de que não existem verdades ou referenciais absolutos. Desse modo, para discutirmos a Escola, assim como a inserção do estudante nela, devemos quebrar o paradigma da inércia social.

Apesar de muitos de nós ansearem por mudanças, sentimo-nos imóveis diante de algo que parece invariante no tempo. Apesar dessa aparente morosidade, existem discussões latentes acerca de diversos temas estritamente relacionados com nosso cotidiano, e que podem mudar de forma significativa o funcionamento de nossa Escola: a forma de ingresso no vestibular, a Estrutura Curricular e até o aumento de verbas para a Educação como um todo.

No entanto, a maioria dos estudantes, por diversos motivos, se abstêm dessas discussões, ignorando – ou nem sabendo – que têm poder de decisão sobre tudo isso. Desse modo, o que constatamos atualmente em nossa Escola é a existência endêmica de uma posição apática de grande parte do corpo discente, se não da maioria, que muitas vezes se recusa a discutir ou pensar propostas que mudariam a Escola para os próximos – e não para nós mesmos. Somos descrentes de nosso papel como estudante, papel esse que deve transcender o horizonte da sala de aula, entretanto sem perdê-la de vista.

Vale ressaltar que esse tipo de comportamento não se manifesta exclusivamente dentro da Universidade. A sociedade como um todo tem adotado um posicionamento individualista, em que cada indivíduo é levado a não se enxergar como um ser social, como parte de um coletivo, sendo induzido a só se mobilizar quando impelido por reivindicações particulares.

Há ainda aqueles que, mesmo cientes do papel transformador do estudante e da necessidade de este contestar e questionar e opinar, permanecem omissos, presos na descrença em sua própria posição e poder de mudança, desamparados pela falta de um ponto de apoio e aglutinação, ou seja, um Movimento Estudantil representativo e atuante.

A falta de participação dos estudantes e, por outro lado, o descrédito geral com a sociedade, especialmente na política, levaram o Movimento Estudantil (ME) a sua atual crise de representatividade. Crise esta que o subordinou a uma situação de crescente decadência, configurando-o muitas vezes como um palco para promoção de idéias não representativas, um ringue de disputa entre indivíduos, grupos e partidos.

Essas constatações nos uniram em torno de alguns objetivos e ideais, o que nos levou a propor uma guinada para o desacreditado ME, principalmente o politécnico. Isso pois acreditamos na importância do ME como um instrumento de mudança da situação dos estudantes e, conseqüentemente, da sociedade.

Então pare e reflita sobre nosso curso, nossa Universidade, nossa sociedade, e depois o que você gostaria que fosse diferente. Forme suas opiniões para que você possa avaliar e contribuir com as propostas que lhe serão apresentadas.

Segundo Manifesto

   Definir nome! Alguma coisa que dê idéia de seqüência ao Apatia

Texto 1 (iniciado na reunião de sexta - 03/11/2006)

Este será o texto divulgado assim que estiver pronto. Copiem/adaptem trechos dos textos 2 e 3 abaixo para ele se acharem adequado. HOJE, 6/11/2006 às 14h iremos fechar este texto para mandar para impressão. Façam suas contribuições finais antes das 14h! Ass.: Juca


Colaborar: “[Do latim collaborare] v.t.i., prestar colaboração; trabalhar na mesma obra; cooperar.”

Individualismo - "s. m., existência individual; sistema de isolamento dos indivíduos na sociedade, que faz prevalecer os direitos do indivíduo sobre os da sociedade." de http://www.priberam.pt/dlpo/

Introdução

O ser humano é um ser por natureza social. Viver em sociedade significa trabalhar em grupo, unir forças, colaborar. Freqüentemente, o trabalho coletivo mostra-se mais eficiente e produtivo que o individual. No entanto, o individualismo e a apatia que por ele é gerada desfiguram este conceito de sociedade e, lamentavelmente, permeiam a universidade. Neste texto, vamos expor algumas de nossas idéias, tomando como base o nosso ambiente universitário, para que você possa tomar contato com nossa identidade, e ainda compará-las às suas. Consideramos estes temas fundamentais para uma atuação estudantil coerente na gestão do Grêmio Politécnico, seja nas atividades diárias da entidade, seja na Representação Discente da Poli. A convergência acerca desses temas nos oferece uma base sólida sobre a qual poderemos propor e desenvolver projetos que se traduzam em aplicação direta de nossas idéias.

Crítica ao Ensino

A falta de um projeto político-pedagógico bem estruturado é um sintoma da desvalorização do ensino na Universidade. Em uma instituição essencialmente baseada no tripé Ensino, Pesquisa e Extensão, é inaceitável que não haja equilíbrio. Essa desvalorização fica clara, por exemplo, quando os professores que se dedicam à graduação têm dificuldades em ascender na carreira acadêmica; ou quando as disciplinas de cálculo e física não se relacionam (utilizamos nesta os conceitos que, mais adiante, aprenderemos naquela), o que compromete a coesão do nosso curso; ou ainda quando a importância da didática e da formação educacional são levadas em segundo plano nos concursos para admissão de docentes. O docente deve ser, ao mesmo tempo, pesquisador e educador, porém a USP tem como critério de maior importância na seleção o número de papers publicados, o que acarreta na contratação de profissionais voltados principalmente à pesquisa.

Tal projeto político-pedagógico é fundamental para que o educador exerça seu papel na formação crítica do estudante. Desse modo, constatamos que essa formação é ausente em grande parte, senão toda, de nosso currículo, o que limita a engenharia a ser uma ciência apenas exata, e não humana. Entendemos a engenharia como ciência também humana, uma vez que lidamos diretamente com pessoas, resolvendo problemas que envolvem variáveis e ferramentas exatas e humanas.

Enquanto estudantes, somos meros agentes passivos do processo educacional e, ao passarmos a ser ativos, nos tornamos educandos. O processo educativo que envolve educando e educador forma pessoas críticas que poderão cumprir efetivamente seu papel na sociedade, não sendo apenas reprodutores e aplicadores de fórmulas. Desse modo, essa consciência crítica é necessária para que a Universidade Pública cumpra sua função de formadora de pessoas críticas com responsabilidades para com o coletivo. Entre essas responsabilidades, temos o desenvolvimento do conhecimento público.

Acesso ao Conhecimento e Propriedade Intelectual

Ser ético numa sociedade antiética não é ser incoerente. Respeitar propriedade intelectual numa sociedade pirata não é inocência. É uma postura de coragem e convicção. É premissa para um discurso livre de hipocrisia. Se os meios legalizados com preços abusivos nos revoltam, não devemos achar que a pirataria é um ato de protesto. Pode-se tratar de apenas mais uma forma de aprisionamento; de aceitação da situação. A melhor forma de questionarmos a indústria de entretenimento é criando nossa própria cultura livre. Livre de entraves burocráticos. Livre para toda a comunidade. Livre da cegueira causada pela mídia de massa. A Universidade Pública deve produzir conhecimento que promova o desenvolvimento da sociedade, e para que isso se efetive ela não deve impor barreiras discriminatórias ao seu acesso. Para que este conhecimento realmente sirva aos interesses coletivos, o Estado deve estabelecer diretrizes para o licenciamento livre da propriedade intelectual produzida na Universidade. Para melhor esclarecer nosso ponto de vista, permitam-nos introduzir um conceito. Um recurso é considerado "rival" quando o seu consumo por um indivíduo impede o consumo por outro indivíduo. Pense sobre o exemplo clássico das maçãs: "Se eu tenho uma maçã e você tem outra maçã, e nós resolvemos trocar nossas maçãs, então cada um de nós sairá com uma maçã. Entretanto, se eu tenho uma idéia e você tem outra idéia e nós trocamos nossas idéias, cada um de nós terá ao final duas idéias." Portanto, o conhecimento é um bem inerentemente "não-rival", pois pode ser distribuído sem que precise ser repartido. Porém, nossa sociedade criou maneiras de tornar, artificialmente, o conhecimento um bem rival, por exemplo, através da cobrança de royalties. Ao rivalizar algo, pode-se degradar sua abrangência coletiva, e, por esse motivo, acreditamos que o conhecimento gerado na Universidade Pública não deve ser rivalizado, ou seja, deve ser livre para o benefício coletivo.

Financiamento da Universidade

O poder econômico exerce influência sobre pessoas, grupos e instituições, seja ela positiva ou negativa. Por ter um objetivo coletivo, a Universidade Pública não deve sofrer influência de pessoas ou grupos particulares por estes financiarem a mesma, evitando assim a apropriação dela para fins privados em troca de financiamento extra. Desta forma, todo e qualquer financiamento, com exceção das doações anônimas e sem restrição de uso, deve ser provido pelo Estado, mas, sem que isso interfira totalmente na autonomia da Universidade, pois ela também deve respeitar as políticas públicas.

Sentido de Público

Quando se utiliza o termo “público”, deve-se tomar cuidado, pois ele pode ter muitos sentidos, por exemplo: Propriedade, Efetivação, Finalidade, Acesso, etc. Focando em nosso dia-a-dia, temos a Universidade, e, para que ela se efetive como pública, ela deve ser de propriedade do Estado, deve ter financiamento estatal, e acesso livre (sem barreiras discriminatórias) ao ensino, ao espaço, e ao conhecimento gerado na mesma. Ao se efetivar como pública, a universidade produziria o conhecimento necessário para o desenvolvimento sustentável da sociedade como um todo. Esse conhecimento produzido não seria exclusivamente fruto de pesquisa, mas também do ensino crítico e da extensão.

Movimento Estudantil (ME)

ME: "Grupo de estudantes organizados em defesa de objetivos comuns em benefício do coletivo dos estudantes, não se limitando exclusivamente a ele."

Nós, como um grupo do ME, segundo a definição acima, queremos, como gestão do Grêmio Politécnico, defender os interesses dos estudantes politécnicos, incentivar o debate de idéias e colocar em prática projetos que contemplem as idéias debatidas em nossos manifestos.

Vemos duas frentes principais de atuação: uma próxima à Escola, nos seus órgãos colegiados, e outra diretamente com os estudantes, fornecendo o espaço para o debate, troca de informações e formação, concretizando os projetos propostos em nossa Carta Programa e incentivando novos projetos, nossos ou dos alunos, que surjam durante o ano.


Texto 2 (Pitanga, Haydée e Raul, comissão de reflexão 27/10)

Formulas... (listar algumas). O que você lembra delas? Deixou pra sub, tirou 5 bola ou passou soh na rec? E, depois de formado, qual será sua nota? Só ser um profissional de sucesso se tiver media ponderada >= 7? Se este raciocínio acima parece um absurdo, talvez seja porque o explicitamos assim, mas e o que notamos na poli. Fazemos isso todos os dias: o maior numero de listas possível, para tirar a maior nota possível, para nos formarmos o mais rápido possível, para ganhar a maior quantidade de dinheiro possível E quando vivemos? E quando (idéias meio vagas..)

Acredita-se que essa estrutura de competição e eficiente para formar profissionais “da mais alta qualidade”, afinal, “nossa matéria prima e de primeira”. Mas estamos em uma escola profissionalizante ou em uma universidade? Será que a universidade esta cumprindo o seu papel de desenvolvimento do conhecimento ou simplesmente se limita a reproduzir formulas e mais formulas, importadas ou não, com royalties ou não? Será que a universidade esta cumprindo o seu papel de transformar a sociedade? será que a universidade forma pensadores/atores/pessoas/agentes capazes de transformar a sociedade? Afinal, aprender a teoria não significa saber onde melhor aplica-la. Para quem? Para que? A única diferença entre nos e uma maquina começa a tender a zero (pela direita ou pela esquerda?). Deveriamos ter conteúdos mais críticos nas disciplinas, de modo que o ensino fosse feito entendendo cada aluno como parte indispensável, que o estudante se enxergasse como parte fundamental do processo educacional. O processo educacional sem a participação efetiva dos estudantes não contribui para a formação de uma massa (mudar palavra) de pesquisadores que faça o Brasil sair desse estado de letargia. Esses estudantes, que hoje não tem nenhuma formação critica, serão capazes de pesquisar amanhã? Indo além, aqueles que conseguem destaque, apesar do sistema, viram artigo de exportação, dos quais ironicamente nos orgulhamos. Exportamos cérebros e importamos royalties, alimentando uma manufatura do conhecimento.

O emprego do conhecimento produzido na universidade – e anteriormente a motivação por sua produção – esta atrelado ao lucro. não há contrapartida ética, social ou publica que justifique o desenvolvimento de uma tecnologia que não seja rentável. Ou “economicamente viável”, vulgo lucrativa. Por que devemos produzir conhecimento? Porque ele e socialmente útil ou porque ele vale cifras bancarias?

Por que devo produzir apostilas para determinada matéria? Porque ela e útil aos estudantes ou porque ela pode virar um best-seller acadêmico? A universidade deve produzir conhecimento para seus patrocinadores ou para a sociedade? Sociedade da qual ela e indissociável, sociedade que nela respalda seu desenvolvimento. A universidade publica deve ser um centro de pesquisa de aluguel ou uma geradora de conhecimento com fim publico, socialmente aplicável, desvinculada do poder econômico de segmentos privilegiados da sociedade.

Essa lógica locatária faz com que a universidade, cada vez mais, dependa do financiamento privado, o que fere sua autonomia como instituição social/republicana. Será que o ato de financiar a universidade não influencia o conhecimento que nela e produzido? Afinal, quem tem dinheiro manda. Se a universidade e publica, seu financiamento deveria ser publico para garantir sua autonomia e seu fim publico. Se o Estado e responsável por diminuir as desigualdades e distribuir a renda igualitariamente, como efetivar isso senão pelas instituições publicas?

Falta aprofundar um pouco mais com sentido de publico, e amarrar com o começo.


Texto 3 (elaborado em diversas reuniões na minas)

Estudamos em uma universidade publica, o que implica que ela seja democratica e de livre acesso, baseada no tripé: Ensino, Pesquisa e Extensão. Isto é desrespeitado quando fecha-se parte de um estacionamento para uso exclusivo, redes sem fio são restritas, etc. Cursos pagos aqui dentro configuram em uma perda foco. Há disciplinas que inicialmente eram ministrados na graduação e não pertencem mais à grade e estão sendo ministrados como cursos de extensão pagos. A avaliação pela qual os professores são submetidos não inclui o fator ensino, nem extensão, apenas inclui o fator de pesquisa, que é “medido” pela quantidade de papers divulgados (indice Capes). Isso faz com que os professores que dedicam-se muito ao ensino acabem por ter financiamentos em pesquisas prejudicados pois não possuem alto indice capes.

Ser ético numa sociedade antiética nao é ser incoerente. Respeitar propriedade intelectual numa sociedade pirata nao é inocencia. É uma postura de coragem e conviccao. É premissa para um discurso livre de hipocrisia.

Se o alto custo das mídias legalizadas nos revolta , nao devemos achar que a prataria eh um ato de protesto. Pode-se tratar de apenas mais uma forma de aprisionamento; de aceitacao da situacao. A melhor forma de questionarmos a indústria de entretenimento é criando nossa propria cultura livre. Livre de entraves burocraticos. Livre para toda a comunidade. Livre da cegueira causada pela midia de massa.

A Escola Politécnica iniciou um processo de Avaliacao de Ensino,que surgiu como um meio de termos informacoes mais precisas sobre a visao dos alunos das disciplinas, porem acreditamos que esse seja apenas o primeiro passo para o auto-reconhecimento da importância dos estudantes.

A nossa formacao academica tem como idealizacao um engenheiro completo, porem o que nos é fornecido é um curso baseado em um perfil individualista, que nao propicia uma visao do coletivo, que impede o aluno de retornar algo a sociedade.

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