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METAFÍSICA DE QUALIDADE EM AVALIAÇÃO E ESTUDO DE LINGUAGEM: CIÊNCIA & ENSINO

Introdução

"O que é bom, e o que não é, Fedro? Será preciso que nos ensinem isso?" Paráfrase de Platão in "Zen e a Arte de Manutenção de Motecicletas", PIRSIG, Robert M. O quê (quem) determina o currículo dos estudos? Se há um sequenciamento na aquisição e desenvolvimento da linguagem, como se define por onde começam os estudos numa criança que mal consegue andar? Por que é tão difícil, posteriormente, depois de já adquirida a linguagem, é tão misterioso saber por onde começar em outro idioma? E, portanto, como se diferenciam dados de Linguagem relevantes dos irrelevantes na Ciência? De alguma maneira, é crucial sabermos o que é melhor, ou certo, e o que não é? A proposta deste trabalho é analisar os desdobramentos teóricos e práticos decorrentes dos conceitos propostos pela ciência para se definir, atribuir e aplicar valor em linguagem. A importância do valor. Pode-se dizer que este texto é melhor ou pior que qualquer outro? Se a resposta for não, então não há como se corrigir ou avaliar ou definir qualquer trabalho de linguagem como melhor ou pior. Assim sendo, se faz necessário abandonar estruturas curriculares e seleções de trabalhos de pesquisa ou a afirmação de dados científicos, ou de outros quaisquer, pois já que não se pode dizer o que é melhor, correto, verdadeiro, exato, preciso, etc..., também não se pode exigir que qualquer pessoa aceite uma rejeição de seus trabalhos por questões de qualidade. O máximo, imagino, que poderíamos fazer para selecionar acadêmicos e trabalhos seria a ordem de chegada e a oferta de vagas nas universidades e no mercado de trabalho. Também não poderíamos despedir ninguém, pois não poderíamos de reclamar de nada... já que nada é bom, assim, nada é ruim também. E por quê, pagaríamos mais por um carro X, se o outro carro Y, sendo um carro, não tem nada de melhor ou pior? Arte então, nem se fala! Não podemos negar qualquer obra como arte, nem evitar que qualquer coisa, em qualquer lugar, momento e por qualquer um (independente de idade, sexo, experiências, etc...) seja arte. Do mesmo modo, não se faz necessário criar qualquer coisa ou buscar qualquer solução, pois não há nada semelhante a uma vida melhor ou pior. Então, porque se preocupar? Parece que seria apenas para nós, humanos, não é. Uma mera preocupação humana. Pois bem, então porque qualquer criatura se esforçaria tanto em perpetuar a espécie? Ah sim, claro, Deus disse, ou a seleção natural determinou. Assim, porque “evoluem” se não há nada para evoluir? Se tudo isso é apenas noção humana e, portanto, sem sentido fora do humano, por que esses outros seres se esforçam tanto pelas mesmas coisas... como comer? Por outro lado, se dissermos que sim, já que parece que nada faria sentido sem isso... Bem, então temos um problema ainda maior. Como saber o que é melhor ou pior? Uma das propostas fornecidas no Ocidente foi chamada de “verdade”, o que era verdadeiro era bom. E aí? O quê é verdadeiro? Outra proposta foi sugerida há muito tempo, o que era verdadeiro era aquilo que podia ser “sentido”. Entretanto, os pensamentos não podiam, e nem podem, ser vistos, ouvidos, sentidos, cheirados ou degustados de maneira alguma. Assim sendo, pensamentos não existem. Portanto, a mente não existe. E, por conseguinte, nada que se pensa existe, apenas o que se observa. A primeira consequência que isso traz é a de que nenhuma ciência humana e social exista. Claro, podemos descrever as experiências humanas e sociais, mas de modo algum interpretá-las, já que a interpretação provém da mente e, portanto, não é real. Se for assim, também não podemos ter qualquer foco de pesquisa ou quaisquer dados relevantes nas exatas e biológicas, já que, para chegarmos a qualquer conclusão de que eles são relevantes, teríamos de pensar nela... e isso seria irreal. Veremos então as quantidades, pois as mesmas podem ser “observadas sem qualquer pensamento”. No entanto, não podemos obter quaisquer conclusões desses dados, pois essa “conclusão” teria de ser “pensada” e, portanto, traria consigo os problemas de algo irreal atrapalhando a observação dos dados: a mente. E, como a mente não existe, tal coisa “exata” como a matemática não pode existir além da quantificação de itens descritos. Muito menos a física. Para piorar, nada que proveniesse dessas “lógicas mentais irreais” poderiam ter qualquer efeito sobre a realidade, pois, como pode o irreal afetar o real??? É de supor, então, que a tecnologia e os computadores foram criados por dados não-interpretados e que surgiram espontaneamente por mudanças quantificáveis pré-determinadas que apenas fracassamos em observar e imaginamos ter pensado por causa de alguma substância, ou sequência de eventos, ainda não observada que, em determinada quantidade, nos dá a habilidade de criarmos computadores, tecnologia e modus vivendi.Pensar e imaginar estariam no mesmo lado, assim, criar não é possível, apenas seguir com o fluxo e observá-lo. Realmente, vendo assim, perdemos muito tempo com ilusões como pensamento e imaginação. Deveríamos enxergar apenas o que é real, sem nos preocupar com lógicas, imaginações, opiniões e preocupações, em primeiro lugar. Temos de ser objetivos, seriamente objetivos, e nem chegar a pensar racionalmente ou interpretar de qualquer modo a realidade, já que isso traria as ilusões de pensamento consigo. Porém, também podemos pensar através do lado ilusório da realidade e aceitar a mente e seus pensamentos e imaginações como reais. Com a mente, temos todas as condições de interpretar, racionalizar, imaginar, analizar ou julgar qualquer coisa fora dela: a realidade material. Porém, o que a mente pensa é verdade? Apenas se for observado. Voltamos, então, à estaca zero, pois a mente não pode ser observada, portanto, não é verdadeira. Para aceitá-la como verdadeira, temos de aceitar que o que não é observado materialmente também é verdadeiro. Ou seja, qualquer loucura, pensamento ou imaginação é verdadeira, independente de serem observados ou não. Agora que tudo que se pensa precisa ser considerado como verdade também, temos um problema com a própria realidade, pois se dissemos que o que era real era verdadeiro e, portanto, observável, mas agora dizemos que o não-observável também é verdadeiro, então temos que a realidade engloba como verdadeiro o observável e o não-observável. Pode até ser, mas isso não resolveu o problema inicial, o que é melhor? Antes a verdade era o melhor. Porém, a verdade incluindo tudo o que é observável e não observável não deixa nenhuma pista para descobrirmos o que é melhor ou pior, novamente... estaca zero. Se a verdade for apenas o observável, não temos como criar, pesquisar ou desenvolver novas tecnologias, ao menos não conscientemente. E se, a verdade não for o melhor? Ou pelo menos, não for isso que define o que é melhor, mas o inverso? Já que ficamos num mato-sem-cachorro, o que temos a perder em experimentar alternativas? Para que o melhor defina a verdade, parece que ele deve existir sem a verdade, não é? Então a verdade seria um modo de enxergar o que é melhor, seja ele material (objetivo) ou mental (subjetivo).

Valor na Ciência

Valor subjetivo versus valor objetivo

O problema mente-matéria e os dados sobre linguagem de diversas áreas

Histórico dos estudos de Linguagem Humana

A valoração, a pesquisa e o ensino-aprendizado de linguagem

A avaliação em Linguagem

A alternativa Pirsiguiana aplicada à Ciência e ao Ensino de Linguagem

Por uma Metafísica de Qualidade na Linguagem

Uma síntese da Metafísica de Qualidade

Realidade pela MDQ ===A relevância dessa abordagem na Ciência de Linguagem Linguagem versus Lingüística, Línguas e Literatura As implicações mais imediatas no ensino de Linguagem Linguagem Sócio-Histórica versus Língua Materna e Estrangeiras APÊNDICE Um esboço das qualidades estáticas em Linguagem As diferentes áreas e a Linguagem O objeto de estudo da Linguagem A importância da abordagem participativa de Dusenberry como Metodologia da Linguagem “O sistema de títulos acadêmicos e a pesquisa” O papel instumental e os limites das Metodologias Objeto-Sujeito O método quantitativo McWATT O método qualitativo McWATT Outros métodos objeto-sujeito Um esboço sequencial de currículo para Ensino de Linguagem Aspectos Inorgânicos Mídias Biolinguagem Jogos cognitivos Sistemas Táteis BRAILLE Sistemas Sonoros Música Fala Sistemas Visuais Linguagem de Sinais LIBRA Linguagem Corporal Dança Iconografia Sinais de Trânsito Ícones e Emotícones Notações Matemática Física Música Escrita: Ideografia e Fonografia Ideogramas Silabários Alfabetos A possibilidade de um Sistema Olfativo e de um Gustativo Perfumes, odores Gastronomia e sabores Gramática Universais Lingüísticos Rotulação Modificação Enunciado Sócio-linguagem Variedades Lingüísticas Contexto Sócio-Histórico Sócio-História Contemporânea e suas origens Troncos, famílias e comunidades lingüísticas As línguas Pragmatismo e Uso Contextualizado Língua Materna Segunda Língua Línguas Estrangeiras Variedades Lingüísticas Contextualização social Variedades Regionais Variedade Padrão Gêneros Sociais Compreensão responsiva Código Sócio-lingüístico Estudo de Idiomas Idioma Materno Parâmetros dos Universais Rotulações Enunciado Coesão Coerência Gêneros Quotidianos Acadêmicos Profissionais Específicos Segundo Idioma Parâmetros dos Universais Rotulações Enunciado Coesão Coerência Gêneros Quotidianos Acadêmicos Profissionais Específicos Idioma Estrangeiro Parâmetros dos Universais Rotulações Enunciado Coesão Coerência Gêneros Quotidianos Acadêmicos Profissionais Específicos Linguagem Intelectual Lógica Contemporânea Grega Outras lógicas Retórica Dialética Linguagem Artística: O horizonte conhecido e desconhecido da linguagem Linguagem Dinâmica e o Código de Arte Dinâmica: As novas explorações da linguagem

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