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Introdução

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1. INTRODUÇÃO Uma cultura Web na Fiocruz

Diante da necessidade da criação e ampliação de uma ‘cultura da web’ dentro da Fiocruz, O GT-Web, de julho de 2005, salientou a urgência das unidades em manter páginas de bom nível, visto a importância da Internet como canal de divulgação de informações. O que chamamos de ‘cultura web’ tem origem numa expressão muito utilizada atualmente, relacionada à forma com que as organizações, instituições e profissionais se relacionam entre si e com o mundo externo, por meio das ferramentas, instrumentos e meios disponíveis na Internet. Criar e ampliar uma cultura web significa expandir o acesso a esse modo de comunicação como hábito regular e eficaz, proporcionando tanto aos gestores e trabalhadores da Fiocruz quanto à população em geral mais e melhores maneiras de produzir, adquirir e circular informações sobre os objetos de nossas pesquisas e práticas, gerando fluxos constantes de comunicação internos e externos.

Este Guia Web, formulado no GT-Web, reúne diretrizes e normas para design, conteúdo, fluxo de informações e navegabilidade de maneira a propor uma profissionalização da Internet na Fiocruz.

É importante salientar que o caráter deste Guia não é essencialmente ‘normativo’, mas indicativo e orientador. O documento abriga três qualidades de indicações básicas: as mais rígidas são normas e regras derivadas de diretrizes governamentais e institucionais; as ‘maleáveis’, baseadas em princípios estabelecidos por pesquisas e estudos da área; e, por fim, as ‘sugestões e orientações’, que foram baseadas na experiência das práticas profissionais.

O Guia Web é construído, em sua maior parte, segundo a seguinte estrutura, identificada pelos subtítulos que aparecerão nos capítulos, entre parênteses:

1. Princípios gerais sobre os quais a Internet se baseia ou deve se basear (‘Alguns Princípios’).

2. Orientações e sugestões de como agir e elaborar a Internet (‘Algumas Sugestões’).

3. Ações que devem ser evitadas no uso da Internet (‘Evitar’).

Breve histórico da Internet

O termo Internet foi cunhado com base na expressão inglesa 'INTERaction ou INTERconnection between computers NETworks'. A Internet é a rede das redes, o conjunto de centenas de computadores conectados em diversos países de todos os continentes, compartilhando informação e também recursos computacionais. Empregam, para essas conexões, diversas tecnologias: linhas telefônicas comuns, linhas de transmissão de dados dedicados, satélites, rádio, cabos de fibra ótica, etc. Nenhum governo, empresa ou instituição controla a rede mundial. Os padrões e normas da Internet foram e são estabelecidos pela própria comunidade.

Em 1991, a grande novidade da Internet foi a invenção da World Wide Web, concebida num dos mais importantes centros de pesquisa avançada em física nuclear, localizado em Genebra, na Suíca. A Web é provavelmente a parte mais importante da Internet, sendo a única parte que a grande maioria das pessoas utiliza, a tal ponto de ter se tornado sinônimo mesmo da Internet.

A Web é fundamentalmente um modo de organização da informação e dos arquivos na rede, baseado no modelo cliente-servidor, tendo como principais padrões o protocolo de comunicação HTTP, a linguagem de descrição de páginas HTML e o método de identificação de recursos URL (listar essas e outras terminologias para o glossário!)

A Internet é uma ferramenta de comunicação bastante diferente dos meios de comunicação tradicionais, como a televisão, o rádio, o cinema e o jornal. Os cinco aspectos principais que a diferenciam são:

1. Não-linearidade – A informação na Internet é não-linear, permitindo que o usuário se movimente pelas estruturas de informação de um sítio sem uma seqüência pré-determinada, saltando entre os vários tipos de dados que necessita.

2. Instantaneidade – A Internet tem possibilidade de transmitir dados, em todas as direções, instantaneamente ('em tempo real'), seja em forma de texto, som, imagem estática ou em movimento, de qualquer parte a qualquer parte do mundo ('espaço total').

3. Baixos custos de produção e veiculação – Em relação a mídias como televisão e impressos, por exemplo, o custo de produção e circulação de informação na Internet é baixo. Depois dos investimentos iniciais em hardware e software, as despesas são mínimas.

4. Interatividade – O usuário da Internet tem ampla possibilidade de selecionar as informações ou os ambientes desejados através de diversos instrumentos à sua disposição.

5. Acessibilidade – Um sítio Web está disponível ao acesso dos usuários 24 horas por dia, 365 dias por ano. Um sítio não é limitado por restrições de suporte. Nele, cabem, ao acesso do usuário, os maiores bancos de dados como, por exemplo, o catálogo e obras da biblioteca do Congresso norte-americano.

A Internet na Fiocruz

(acrescentar histórico???)

Inicialmente, é preciso dizer que não cabe a nenhuma instância central na Fiocruz qualquer ingerência nos processos de produção de informação e conhecimento das Unidades. No entanto, toda produção a editorial da Fiocruz, em qualquer mídia, está sujeita aos princípios traçados na Política Editorial do Ministério da Saúde, publicada em setembro de 2004 . Veja o texto integral, no sítio http://dtr2001.saude.gov.br/editora/portaria1958.htm.

O GT-Web, reunindo alguns documentos produzidos por grupos e profissionais que lidam ou lidaram com o ambiente Web na Fiocruz, elaborou um diagnóstico desse ambiente, tanto do Portal como dos sítios das Unidades. Foram apontados os seguintes problemas no ambiente Web da Fiocruz:

Desnível de conteúdo, navegabilidade e acessibilidade dos sítios das diversas unidades.

Os sítios das unidades ainda apresentam um nível ‘cru’ de entendimento e gestão de informação, principalmente para o público externo.

A qualidade de informações entre as várias unidades técnicas da Fiocruz é altamente variável, segundo conclusões do GT-Web. Há unidades que têm páginas com boa qualidade e outras que ainda apresentam deficiência de informações, principalmente em relação aos seus departamentos, serviços de assistência e linhas de pesquisa. A maioria das páginas não é funcional, ou seja, ainda está 'em construção' ou não é encontrada.

Os conteúdos das páginas costumam ser meramente descritivos, com linguagem de relatório, em vez de disponibilizar a informação produzida, o conhecimento consolidado ou orientar o público sobre os serviços oferecidos e como utilizá-los. Em grande parte das páginas das unidades técnicas, informações básicas como nomes dos diretores e endereço da instituição não estão disponíveis. Também no aspecto gráfico existe grande variação de qualidade entre as páginas das várias unidades técnicas. A grande maioria dos sítios é atualizada sem periodicidade definida.

Os responsáveis pelos sítios não costumam monitorar a quantidade e o perfil do público que visita suas páginas, o que torna impossível avaliar a sua eficácia comunicativa em relação ao público-alvo.

Apesar da quantidade e qualidade do conhecimento produzido pela Fiocruz, observa-se uma subutilização da infra-estrutura de informática e de rede disponível; apenas uma pequena parte está em bases de dados (a maioria sem interface web) e a digitalização do acervo é mínima.

Mesmo com um Portal no ar, exercendo a função de catalizador e porta de entrada para o ambiente web da Fiocruz, nota-se que a instituição ainda não possui um ambiente integrado, mas um conjunto de sítios formados pelos cerca de 20 servidores que hospedam as páginas das diretorias, unidades, departamentos, programas. Ainda que a tecnologia do Portal possa vir a se tornar um elemento integrador, não há ainda um aparato de software sendo utilizado por todas as unidades para gerenciar o conjunto de informações e páginas Web produzidas e veiculadas por todos os setores da Fiocruz.

A desigualdade de utilização da infra-estrutura pelas unidades da fiocruz indica a necessidade de uma política abrangente de disseminação de uma ‘cultura de rede’ na instituição, em todos os seus níveis decisórios.


Documentos de referência

Este Guia Web tem por base principal os seguintes documentos de referência e bibliografia:

AGUIAR, Sonia e GOES, Sérgio. Portal Fiocruz – Relatório Final da Avaliação Diagnóstica e Recomendações. Rio de Janeiro: Dezembro de 2001.

GÓES, Sérgio. Portal Fiocruz – Relatório Final. Rio de Janeiro: Setembro de 2002.

BARATA, Paulo. Avaliação da Situação Atual do Sítio da Fiocruz na Internet e algumas sugestões para modificações. Rio de Janeiro: Maio de 2005

Vários autores. Regras e Diretrizes para o Portal e Sítios da Fiocruz – Equipes do Portal Fiocruz e sítio CICT. Rio de Janeiro: Julho de 2005.

NIELSEN, Jakob. Projetando Websites. Rio de Janeiro, Editoras Campus, 2000.

PINHO, J.B. Jornalismo na Internet. São Paulo, Summus Editorial, 2003.

Resolução no. 7 (que Ministério? Presidência? Secom?), que estabelece regras e diretrizes para os sítios na Internet da Administração Pública Federal – Julho de 2002

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