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Preplanning

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A seguir é descrito o processo de planejamento anterior ao início da obra em cada estudo.

Obra AFR

Obra CM

PREPLANNING

Antes de se dá inicio ao trabalho, começou o processo da escolha da obra. A condição inicial seria um edifício em fase de construção, ou seja, com superestrutura e alvenarias em andamento, características estas consideradas como adequada para aplicação do trabalho. Definida a tipologia e estagio da obra, iniciou-se um processo investigativo a procura da obra que pela aparência física externa se apresentasse ideal para a aplicação do exercício acadêmico. Identificada à obra iniciou-se a fase de contato com o engenheiro responsável. Nesta fase não foi encontrado nenhum obstáculo, pois no primeiro contato com a diretoria da construtora foi orientado a se procurar o engenheiro responsável pela obra. No encontro com o engenheiro responsável o mesmo autorizou a aplicação do trabalho acadêmico. Na seqüência se fez uma visita à obra em questão e iniciado o processo de acompanhamento do planejamento e controle da produção. Para dar inicio ao trabalho foram providenciadas as planilhas padronizadas por Mendes Júnior (1999) para coleta de dados. O objetivo do trabalho foi aplicar o sistema Last Planner de planejamento e controle da produção, maximizando o valor e minimizando o desperdício (BALLARD, G; HOWELL, G. 1997), como uma atividade prática em um determinado período em uma obra em andamento.

Obra FMN

1.1 PREPLANNING

A preparação do PCP denominada de “preplanning” consta da fase anterior ao planejamento e sua formalização, compreendendo as seguintes fases: planejar o planejamento do processo, reunir informações, preparar os planos iniciais, disseminar as informações dos planos para todos envolvidos e avaliar os resultados dos esforços de planejamento e suas conseqüências (OGLESBY et all, 1989 apud de PAULA; GUARIENTE JR., 2003).

Estudos mostram que a formalização da preparação do PCP identifica antecipadamente problemas que podem ocorrer após o inicio da produção e que a formalização de decisões ajuda a buscar soluções para empreendimentos futuros (de PAULA; GUARIENTE JR., 2003). Porém na obra estudada não se verificou preocupação em fazer o preplanning, nem muita preocupação e esforços quanto ao planejamento.

Devido à empresa construtora possuir a certificação PBQP – H necessitava elaborar um Plano de Qualidade para cada obra a ser executada. Este plano foi desenvolvido a partir de um grupo de documentos que passou a ser utilizado como sendo o planejamento do empreendimento.

Este planejamento foi realizado pelo engenheiro residente no começo da obra e paralelamente a execução dos primeiros serviços. Ressalta-se que não foram utilizados dados da empresa para alimentação das informações do plano, apenas a experiência e bom senso do funcionário.

O Plano de Qualidade da Obra contém documentos relativos às características da obra, cronograma, organograma, orçamento sintético, projeto do canteiro da obra, lista de equipamentos e o plano de treinamento dos operários.

O cronograma foi o documento do plano mais utilizado para orientação na execução da obra, porém concebido apenas com base no conhecimento e na experiência de obra que o engenheiro residente possuía. Não foi utilizada nenhuma técnica de planejamento para determinação da seqüência de execução das atividades, do ritmo, prazos de execução e das equipes.

Para trabalhar com programação e controle de obras, considerando a programação de curto prazo, os profissionais devem ter conhecimento adequado. Existe uma vasta teoria a ser explorada por profissionais que habituados com a correria diária da obra não conseguem ir para a sala de aula para absorver novos conhecimentos como, por exemplo, a técnica da linha de balanço (SCHMITT; HEINECK, 2004).

Obra FMR

PLANEJAR O PLANEJAMENTO DO PROCESSO

O planejamento é baseado nas obras anteriores e a condução é baseada na experiência.


COLETAR INFORMAÇÕES

Busca pelos registros de obras anteriores


ELABORAR PLANO INICIAL (plano de longo prazo ou tático)

PERFIL DOS ENGENHEIROS

A obra possui 02 engenheiros que acompanham as atividades. Eles exercem as suas funções em turnos diferentes, fiscalizando a obra todos os dias. A responsabilidade é atribuída da seguinte forma: o engenheiro mais antigo detém toda a responsabilidade e o segundo engenheiro auxilia na verificação das atividades e caso detecte algum problema, repassa para o outro engenheiro, que toma as decisões pertinentes. Abaixo segue a descrição da formação dos engenheiros:

ENGENHEIRO 01: Formação em Engenharia Civil, pela Universidade Federal do Paraná - UFPR, obtido no ano de 1994. Possui formação complementar de especialização em Gerenciamento de obras, realizado no CEFET-PR.

ENGENHEIRO 02: Formação em Engenharia da Produção Civil, pelo CEFET-PR, obtido no ano de 2003. Possui formação complementar de especialização de Gestão de Negócios, realizado na FAE e iniciou as atividades na construtora no ano de 2000.


INSTALAÇÃO DO CANTEIRO DE OBRAS

O engenheiro mostra a perspectiva da edificação ao mestre de obras e indica o início e fim da construção, bem como a rampa de acesso ao terreno. O melhor lugar para a instalação do alojamento e instalações provisórias é decidido pelo mestre de obras. No entanto a localização do guincho de carga e do elevador de material é decidida em conjunto, entre o mestre de obras e o engenheiro verificando no projeto uma parede cega que não tenha esquadrias, pontos de energia ou água.


PLANO DE LONGO PRAZO

Antes de iniciar a obra elabora-se um cronograma macro, definido no escritório pelos engenheiros, sendo elaborado a partir do projeto e experiência de outras obras já realizadas pela construtora. Este planejamento informa quais são as atividades macro de cada pavimento e qual o prazo de conclusão de cada atividade, até o final da obra. Este cronograma é utilizado pelo engenheiro para acompanhamento das atividades, pelo órgão financiador (banco) para verificar os marcos contratuais e pelo empreiteiro para o planejamento da mão de obra. Este cronograma macro é atualizado mensalmente, conforme descrito no item Plano de Médio Prazo.

O processo de planejamento e orçamento atual da construtora é o seguinte:

Os engenheiros elaboram o orçamento, baseando-se em uma estrutura já definida, utilizando o software Eagle. Este software integra o orçamento, compras, financeiro, empreiteiro e recebimento. Ao mesmo tempo em que o orçamento é elaborado são realizados os memoriais descritivos. Neste software Eagle é criada uma ordem de compra e depois atribuída na atividade. Em seguida o software Eagle fornece um gráfico do previsto versus realizado. A decisão da compra de um produto é realizada em conjunto com engenheiro, arquiteto e diretoria, de forma a manter sempre um equilíbrio no orçamento.

Após concluído o orçamento, o planejamento é realizado com a mesma estrutura, sendo que essa estrutura também já é pré-definida. O cronograma físico-financeiro é elaborado através do software MS-Project, sendo que os custos também são inseridos neste sistema. O acompanhamento das atividades é diário (verbalmente), porém a atualização do planejamento é mensal. Esse planejamento mensal é repassado ao empreiteiro, para que possa dimensionar a equipe e viabibizar a mão de obra para o cumprimento da tarefa dentro do prazo determinado. Nem sempre as atividades do mês são repassadas pelo engenheiro por escrito ao empreiteiro, de modo que algumas vezes é repassada de forma verbal, tendo que o empreiteiro anotar as atividades. A cada mês, o orgão financiador também verifica o andamento da obra. O controle de produtividade é realizado pelo empreiteiro e o engenheiro preocupa-se mais com o cumprimento dos prazos.

SUPRIMENTO DE MATERIAIS

A compra dos materiais para a obra não são baseadas no planejamento e sim no desenvolvimento da obra, conforme descrito no item “Controle do estoque e recebimento de material”


EXECUÇÃO TÉCNICA

O mestre de obras cuida da qualidade técnica dos serviços. É o mestre de obras quem verifica o esquadro, o prumo, acabamento superficial do revestimento, etc. Depois de concluído o serviço, o engenheiro faz uma verificação geral do serviço. Sobre o serviço de concretagem, o mestre de obras faz a anotação sobre quais cargas de concreto foram lançadas em quais estruturas e preenche uma planilha com esses dados, que são repassados ao engenheiro. Essa planilha é importante para conferir com os resultados de qualidade do concreto (resistência à compressão), tornando mais fácil a rastreabilidade de um concreto que não tenha atingido as resistências especificadas em projeto. Dessa maneira, é possível tomar medidas de recuperação estrutural, como a substituição de uma peça ou algum reforço estrutural.


MÃO DE OBRA

Existe um pedreiro tercerizado pela construtora, tendo uma relação direta de contrato entre a construtora e o operário. Este pedreiro foi contratado para executar apenas as churrasqueiras, porém, devido a falta de comprometimento com o trabalho gerou atrasos na execução destes serviços e dos demais que dependiam dele. A decisão de continuar ou não com essa mão de obra é feita pelo engenheiro.

O empreiteiro está há 03 anos na construtora e o pagamento é feito por tarefa, de modo que é feita uma medição todo final de mês.


DISSEMINAR OS PLANOS

O planejamento de longo prazo é repassado aos engenheiros, empreiteiros e para o órgão financiador (banco). Este planejamento é atualizado mensalmente pelo engenheiro e novamente repassado aos empreiteiros e ao banco. Vale ressaltar que o mestre de obras não acompanha essa atualização, de modo que conduz a execução dos serviços baseando-se pela sua experiência e não pelo cronograma.


AVALIAR OS RESULTADOS

Devido à falta de um planejamento e controle da produção apropriado para a obra em estudo, foi percebido pelas pesquisadoras e depois constado com o mestre de obras que a execução dos apartamentos decorados prejudicou o ritmo de trabalho. Depois de concluído esse pavimento, o trabalho pode ser mais bem organizado, tenho uma execução mais uniforme dos serviços, pois agora as equipes estão distribuídas por pavimento e estão trabalhando em uma seqüência cronológica.

Antes as equipes eram deslocadas durante a execução dos serviços havendo o desmembramento das equipes e uma diversidade de atividades. Com isso a produtividade caia e consequentemente o rendimento de cada funcionário, devido às interferências e o tempo de deslocamento de um ponto para o outro e retomada das atividades. Ficava difícil também para mestre e para o empreiteiro coordenar e controlar a mão de obra, pois os serviços eram executados dentro dos apartamentos decorados conforme os materiais chegavam e conforme a necessidade dos serviços.

Obra PG

Obra PN

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